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Já estive no meu Sítio Escuro e tremia de medo apenas com o pensamento de lá voltar. Não sei como consegui de lá sair. Não podemos apalpar as paredes do Sítio Escuro à procura de uma maçaneta que nos leve para o lado de fora onde há luz, nem dizer uma combinação de palavras mágicas que faça tudo desaparecer. Temos de nos sentar no chão e fechar os olhos. Falar com o Sítio Escuro como se falássemos com um amigo, chorar e dizer-lhe que dói muito. Pedir-lhe para nos deixar sair e ser felizes. E, por fim, desistir. Deixar que o Sítio Escuro nos ganhe porque embora tentemos lutar, ele ganha sempre. E quando ganha deixa-nos sair. As paredes cedem e quando voltamos a abrir os olhos estamos bem outra vez. Voltei ao meu Sítio Escuro e embora continue com medo, vou deixá-lo ganhar desde já porque quero voltar ao mundo cheio de luz do lado de fora. |
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The concubine's secret
domingo, 9 de janeiro de 2011
14:13
Acabei hoje de ler "A Concubina Russa" pela segunda vez. Antes de sequer se rirem do nome, considerem a hipótese de ser um dos livros mais apaixonantes de se ler - o que realmente é. Pode parecer fútil, óbvio e banal mas todas histórias que o livro retrata, desde a sobrevivência de Lydia e da sua mãe, através do tráfico de ópio, roubos, segredos, mortes e torturas, até à encantadora relação de Lydia, a rapariga-raposa com Chang An Lo, um comunista que luta pela liberdade da China apoiando o exército de Mao Tse Tung. O livro desperta uma necessidade de o consumir, de saber mais um bocadinho, de descobrir mais um segredo. Como tem um segundo livro - The Concubine's Secret, que não tem tradução para português - eu não lhe consigo resistir e já li umas páginas. Consegui-lo foi difícil, assim como os outros livros de Kate Furnivall. Mas tenho-os finalmente e alguma coisa me diz que não vão continuar por muito tempo na mesinha-de-cabeceira onde tenho os livros alinhados, à espera de ser lidos. Aconselho-os, a todos, vivamente. Especialmente se és uma rapariga que espera ser totalmente arrebatada com tanta aventura e paixão! |